Aquela paz que você me dava, por onde se perdeu? Quem sabe, agora, é a hora de voltar a vestir-me com as antigas vestes? Mas elas estão pequenas, eu cresci tanto, que nem mais as reconheço. Procuro a tua paz por todas as esquinas, em todos os cantos onde ela gritava, sem a encontrar. Eu a circundava tão bem, meus olhos não desviavam-se dela, por isso, não sei como fui perder o que de mais precioso possuía. Tua paz, aquela que me faz amada, aquela que me mantém aconchegada mesmo no inverno mais rigoroso, ela se foi e minha alma se perde em meio a tudo que não é a tua paz. Se vivo, é para reencontrá-la, e só. Sonho e acredito no dia em que a acharei, de braços abertos, esperando por mim.
sábado, 15 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Bem mais.
Você é assim. Esse assim é um jeito difícil de explicar, mas eu vou tentar. Você é a palavra que eu sempre quis dizer e nunca consegui. Se eu fosse um soldado e você outro lugar fora da guerra, eu seria uma covarde e desistiria da batalha sem hesitar, iria até você, pois meu bem, não há paz maior que o seu olhar. Sabe, você é todos os clichês sendo verdades. A propósito, eu te amo. Se você fosse um pequeno objeto perdido entre as gramas de um campo gigante, eu te acharia, acredite, eu te encontraria. Você é aquele perfume mais caro, aquele anel de um milhão de dólares. Se você fosse uma fotografia, te colocaria em todas as paredes da casa. Você é a versão final dos meus rascunhos. Se você fosse bebida alcoólica, meu Deus, eu ficaria tão tonta. Você é o brigadeiro das minhas festas de criança. Se você fosse o pôr-do-sol, eu seria o pequeno príncipe. Você é a combinação mais perfeita das cores. E se eu fosse uma personagem, você seria o meu autor. Você, você é todas as belas figuras de linguagem reunidas. E eu, eu ainda que escrevesse todas elas, não te descreveria. Você é tão mais que tudo isso.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Psicóloga de mim.
Quando se tem no peito uma dor, o melhor a fazer é confrontá-la, para compreender ou mandar embora a pobrezinha. Mas houve um dia em que eu não conseguia nem ao menos encontrar minha aflição, sentia - a apenas reinando sobre mim, ali, bem dentro de mim. Deixei-a quieta, até não suportá- la mais.
Quando a alma dói, a gente chora, mas naquele dia, meus olhos ardiam de tanto estarem secos pela falta de lágrimas. Escutei Norah Jones numa tentativa de encarar a dor. Ouvir música é uma boa terapia, pois traz a melancolia. Queria ficar melancólica para chorar, pois quem chora se derrama inteiro, aquele que chora deixa os conflitos escorrerem. A Norah não fazia efeito, e eu, estava ainda mais seca.
Foi então, que o vi. Meu caderno! Meu caderno de escrever desabafos ali perto de mim. Será que ele seria a solução? Encarando uma de suas folhas, percebi que não podia desabafar, pois não sabia definir o que me acontecia.Não sabia. O que restava, então, era rabiscar. Desenhei uma florzinha, um sol brilhante e depois, sem saber também o que desenhar, escrevi meu nome e logo embaixo dele : " eu mesma".
Essas duas palavras escritas deram-me uma idéia, aparentemente tosca e vacilona. Mas como ansiava me livrar daquela dor bem incoveniente, abri outra página e começei uma carta:"Querida eu mesma, você não consegue se entender, não é?!".Continuei a composição da carta e, em instantes, toda a obscuridade tornou-se nitidez e a tinta da caneta no papel estava borrada, a minha dor se definiu naquela página, ela mostrou a face para mim, eu me senti a psicóloga e a paciente de uma vez só, me senti como quem fere só para curar. Me esquadrinhei, me analisei e chorei, chorei e descobri. Descobri que a dor era a de não me conhecer.
Quando a alma dói, a gente chora, mas naquele dia, meus olhos ardiam de tanto estarem secos pela falta de lágrimas. Escutei Norah Jones numa tentativa de encarar a dor. Ouvir música é uma boa terapia, pois traz a melancolia. Queria ficar melancólica para chorar, pois quem chora se derrama inteiro, aquele que chora deixa os conflitos escorrerem. A Norah não fazia efeito, e eu, estava ainda mais seca.
Foi então, que o vi. Meu caderno! Meu caderno de escrever desabafos ali perto de mim. Será que ele seria a solução? Encarando uma de suas folhas, percebi que não podia desabafar, pois não sabia definir o que me acontecia.Não sabia. O que restava, então, era rabiscar. Desenhei uma florzinha, um sol brilhante e depois, sem saber também o que desenhar, escrevi meu nome e logo embaixo dele : " eu mesma".
Essas duas palavras escritas deram-me uma idéia, aparentemente tosca e vacilona. Mas como ansiava me livrar daquela dor bem incoveniente, abri outra página e começei uma carta:"Querida eu mesma, você não consegue se entender, não é?!".Continuei a composição da carta e, em instantes, toda a obscuridade tornou-se nitidez e a tinta da caneta no papel estava borrada, a minha dor se definiu naquela página, ela mostrou a face para mim, eu me senti a psicóloga e a paciente de uma vez só, me senti como quem fere só para curar. Me esquadrinhei, me analisei e chorei, chorei e descobri. Descobri que a dor era a de não me conhecer.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Just to Simmie!
Hi, dear vriend!
I wish I spoke afrikaans just to say in your own language how much I like you! But as I can´t I will write what I know: ek mis jou! or you are leka !
So, amigo, me and Vinícius are waiting you here in 2014!!
My english is not too good as well, so, I won´t write more..but you know.. you are my dear bro!!!!!
=]
I wish I spoke afrikaans just to say in your own language how much I like you! But as I can´t I will write what I know: ek mis jou! or you are leka !
So, amigo, me and Vinícius are waiting you here in 2014!!
My english is not too good as well, so, I won´t write more..but you know.. you are my dear bro!!!!!
=]
Minha antiga Nelly!
but the more I grow the less I know
and the more I see the less I grow
the more I look the more I love
the more I cry the more I cry
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
... apesar da tendinite ...
..vou escrever!
Pra começar esse blog, vou escrever sobre a dona desses olhos aí em baixo, minha prima Miriã. Poderia dizer que ela é linda e parece uma modelo internacional ou que ela finge dormir quando não quer responder alguém. Quem sabe, talvez, dizer que em ocasiões surpreendentes ela sente borboletas no estômago ou que ela se esconde debaixo da mesa na hora do perigo e deixa a amiga pagar o pato. Mas não, não vou falar de tais fatos, vou falar é o que esses fatos me causam.
Me causam saudade, muita saudade, imensa saudade!É demasiadamente péssimo não estar por perto pra ouví-la contar tim tim por tim tim os babados novos, horrível não participar de programas engraçados daquela escola americana maluca, triste não poder irritá-la e chamá-la de grude, não levar suco de caixinha na bandeja de almoço enquanto ela via Hillary Duff no quarto dos pais. Dá uma vontade de ensaiar take it all umas três vezes pra não apresentar em lugar nenhum ou correr atrás do vendedor de chocolate nas ruas de Maputo de novo.
Fazer sanduíche porque fomos abandonadas em casa, ler uma revista fuleira sobre a personalidade no corte de cabelo, ir no itaú comprar chinelo pra sul-africano e assustar-se com empurrões uma da outra e até parar de escutar altos papos mosquitais ou dormir em forma de "u" por falta de colchão no acampamento de bilene faz uma falta muito gigante!
Minha prima, minha irmã, minha amiga, meu grude, meu trubufu! Sabe o quê? Eu te amo! Te amo forever and ever! Sinto muita saudade e qualquer dia, nem que seja nadando apareço aí!
E não podia faltar.."Linda, cheirosa, bonita.." kkkkkk
=]
Muita, muita saudade!
Pra começar esse blog, vou escrever sobre a dona desses olhos aí em baixo, minha prima Miriã. Poderia dizer que ela é linda e parece uma modelo internacional ou que ela finge dormir quando não quer responder alguém. Quem sabe, talvez, dizer que em ocasiões surpreendentes ela sente borboletas no estômago ou que ela se esconde debaixo da mesa na hora do perigo e deixa a amiga pagar o pato. Mas não, não vou falar de tais fatos, vou falar é o que esses fatos me causam.
Me causam saudade, muita saudade, imensa saudade!É demasiadamente péssimo não estar por perto pra ouví-la contar tim tim por tim tim os babados novos, horrível não participar de programas engraçados daquela escola americana maluca, triste não poder irritá-la e chamá-la de grude, não levar suco de caixinha na bandeja de almoço enquanto ela via Hillary Duff no quarto dos pais. Dá uma vontade de ensaiar take it all umas três vezes pra não apresentar em lugar nenhum ou correr atrás do vendedor de chocolate nas ruas de Maputo de novo.
Fazer sanduíche porque fomos abandonadas em casa, ler uma revista fuleira sobre a personalidade no corte de cabelo, ir no itaú comprar chinelo pra sul-africano e assustar-se com empurrões uma da outra e até parar de escutar altos papos mosquitais ou dormir em forma de "u" por falta de colchão no acampamento de bilene faz uma falta muito gigante!
Minha prima, minha irmã, minha amiga, meu grude, meu trubufu! Sabe o quê? Eu te amo! Te amo forever and ever! Sinto muita saudade e qualquer dia, nem que seja nadando apareço aí!
E não podia faltar.."Linda, cheirosa, bonita.." kkkkkk
=]
Muita, muita saudade!

Miriã Catchup Braga
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